
Um sopro d'oro p todos!!!
Um poucos dos movimentos contemporâneos que consigo captar, literatura, música, lugares e um punhado de coisas...


Eu assumo que ontem, assistindo o GP do Brasil, minha torcida era toda para o inglês Lewis Hamilton, apesar de gostar da ousadia e determinação do brasileiro Felipe Massa. Mas conhecendo um pouco da história de vida dos dois pilotos, não tinha como fechar os olhos para aquilo que Hamilton representa. O jovem inglês de 23 anos é um negro que saiu do subúrbio de Londres, enfrentando o preconceito e a falta de grana, e hoje é o 1º piloto negro da F1. Levou para casa a taça de campeão mundial em 2008, defendendo um carrão da McLaren mas antes já havia defendido um carrinho de Kart pintado pelo seu pai Anthony. Para essa legião de pessoas espalhadas pelo mundo de cor de pele preta, Lewis Hamilton representa sinal de mudança assim como Barack Obama se chegar a presidência dos EUA. Trata-se do tema defendido pela Associação Cultural Ilê Aiyê, no ano passado: O negro no poder. Já assumimos nosso cabelo crespo black power, já reconhecemos a beleza da nossa cor preta como a noite, temos orgulho da história dos nossos antepassados. Agora precisamos mudar as cores do cenário em todas as áreas. Chega desse radicalismo ante-branco que não leva a nada, só afasta as pessoas.
Fora qualquer ideologia , muitos hão de concordar que é um sucesso o jingle do candidato à prefeitura de Salvador Hilton. Um reggae que é facilmente ouvido pelas ruas, becos e vielas da capital baiana. Passada as eleições podem esquecer o candidato, mas a música não sairá de nossos ouvidos tão cedo.
Tudo está fora da ordem,
Faltam pessoas, sobram lugares
Tem gente em excesso que deveria ocupar outros lugares,
Tem pensamento que vai e vem e não quer dizer nada
Tem belas canções que tocam, mas ainda falta uma nota
Tem batuque e atabaque, mas falta o som
Tem tecnologia, inventos, transformações, mas falta a essência
Tem lirismo, poesia, mas tem também violência, lixo, gente
Têm idéias, mas faltam palavras
Tem dificuldades, diferenças, complicações
Tem todos nós seres da falta gritando nossa complexidade
Tem eu e você buscando construções em cima do nada
Tem a falta da escrita e a escrita da falta
Tem um dia cheio, porém vazio
Tem o tudo e o nada ao nosso redor
Tem a vida que segue em frente em meio a palavras que nada dizem


A grande verdade é que esse tal do blog vicia... e para quem gosta de escrever é uma cachaça do tipo alambique. A pessoa tem várias obrigações com a escrita, como trabalhos acadêmicos e trabalho do trabalho, mas a grande preocupação é como será o próximo post ou como será arrumada a “casa” da escrita quase livre, ou os coments. E quando a escrita obrigatória te impede de escrever umas linhas no blog, aí é que o desejo aumenta. A pessoa larga tudo de mão, baixa Paulo Coelho e começa escrever... a cabeça fervilhando de idéias - todas relacionadas ao seu universo particular - varias possibilidades de escrever sobre algo, a pessoa se sentindo um jornalista ou por que não um autor. As palavras saem num movimento frenético, as frases se interligam dando uma coesão absurda ao texto, um vocabulário que deixa Machado de Assis com inveja, umas rimas que parecem saídas do baú de Patativa do Assaré, umas tramas que deixa Agnaldo Silva no chulé, uma malemolência de deixar Jorge Amado desconfiado e aí nesse ponto a pessoa já tem certeza que pertence ao mesmo clube de Saramago. Linhas e linhas sendo escritas com um dinamismo superior, quase uma psicografia, uma força, uma verdade, a certeza de sua autoria, o texto fluindo e a pergunta que não quer calar “Meu Deus por que não fiz um blog antes?”... E aquele artigo acadêmico para entregar na faculdade segunda-feira, continua ali sem uma linha e nenhum autor famoso para comparações.
Blogueiros de plantão cuidado
Veja quando o blog começa te fazer mal
Salvador completa 459 anos, repleta de paisagens que mesclam o antigo com o novo que se deseja fazer. Ao olharmos a capital baiana de um ponto distante da Baía de Todos os Santos, percebemos as nuances do tempo nas edificações. De um lado, construções de casas miúdas e prédios de pouca altura formam o lado mais antigo da cidade; do outro lado, edifícios altos dão o tom da parte mais nova de Salvador. Claro que essas diferenças entre lados não se restringem só a arquitetura e o tempo de sua existência, estão intrinsecamente ligadas aos contrates sociais da capital baiana – aí é preciso saber “de que lado você samba, você samba de que lado?”. A cidade de São Salvador ainda tem ares bem provincianos, em comparação com outras capitais com semelhante grau de importância. Talvez seja esse o charme de Salvador: não é grande, mas também não é pequena. È uma cidade em desenvolvimento, que ainda mantém “uma cara de interior” em alguns pontos, como é o caso do subúrbio que é uma cidade dentro da cidade.
De Tomé de Souza aos tempos atuais essa cidade foi palco de revoluções sociais e culturais, que fez dela um lugar que si diferencia e ao mesmo tempo si une com os demais cantos do Brasil. Sua gente si mistura com seus diversos tons de marrom, vermelho e amarelo fazendo disso aqui um verdadeiro caleidoscópio.
Desenho: Everson Barbosa
Simplesmente alucinante, foi o show desse poeta contemporâneo na Concha Acústica. Lenine, cabra arretado vindo direto da terra do Leão do Norte, fez a Concha tremer na última sexta... foi muito massa, apesar do calor próprio do verão de Salvador. Eu e jujubita derretemos na plateia, mas o cabra tava ali no palco, tão pertinho fazendo um super show FREE. Foi perfeito. Dentre tantas músicas que eu adoro, ai vai uma que eu acho muito envolvente e a bateria nessa música me deixa em estado de êxtase. É uma p... música:
Conhecer a biografia de Gandhi é, ao mesmo tempo, entender o processo de descolonização da Índia. É uma história marcada por lutas, religiosidade, política, preconceito, intolerância e filosofia de vida.
